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A mostrar mensagens de agosto, 2026

O perdão a si mesmo: aprender a viver com o que foi

Há culpas que não fazem barulho. Não se anunciam. Instalam-se em silêncio e ficam. São memórias que regressam à noite, decisões que gostávamos de apagar, palavras ditas num estado em que já não éramos inteiramente nós. Após episódios de mania ou hipomania, é comum surgir um período marcado por culpa e remorso. Decisões impulsivas, conflitos interpessoais ou compromissos não cumpridos deixam consequências concretas. Um risco frequente é confundir responsabilidade com autodefinição negativa - assumir que o comportamento em crise traduz integralmente quem somos. Do ponto de vista clínico, a impulsividade é um sintoma associado à desregulação do humor. Reconhecer esta dimensão biológica não elimina a responsabilidade pelas consequências, mas ajuda a enquadrar o contexto em que ocorreram. O trabalho de recuperação implica duas dimensões complementares: assumir o impacto dos comportamentos e evitar transformar a culpa num mecanismo de autossabotagem. Estudos em psicologia clínica in...