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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Mudança de medicação: o que esperar e como adaptar-se

Há momentos no tratamento que nos desestabilizam emocionalmente, e a mudança de medicação é um deles. Mesmo quando sabemos que o objetivo é melhorar, o corpo e a mente reagem, e isso pode gerar insegurança. Uma das primeiras lições que aprendi é simples: ajustar medicação não significa piorar. Significa adaptar. E adaptação leva tempo. O cérebro precisa de semanas para se reorganizar. Durante esse período podem surgir tonturas, cansaço, sensação de lentidão ou maior sensibilidade emocional. Estes efeitos não definem o resultado final, fazem parte da transição. Após vários ajustes (principalmente na medicação para regular o sono), a minha posologia atual reflete essa evolução: Valproato semissódico (500 mg): manhã e noite; Duloxetina (30 mg): dose matinal ajustada; Zopetina (25 mg): à noite, para regular o sono; Diazepam (10 mg): apenas em situações pontuais de ansiedade. Compreender que mudanças fazem parte do percurso trouxe-me tranquilidade. Estudos clínicos indicam que uma proporção...

Psiquiatria e psicologia: funções distintas, objetivos comuns

Durante muito tempo, para mim era tudo igual. Psiquiatria e psicologia pareciam apenas duas portas para o mesmo problema. Hoje sei que estava enganado, e é urgente esclarecer esta diferença, porque muitos passam anos sem saber a que profissional recorrer. Psiquiatria e psicologia não competem. Complementam-se. Quando trabalham em conjunto, oferecem o suporte mais sólido para a estabilidade. A psiquiatria aborda a dimensão biológica. O psiquiatra avalia sintomas, define diagnósticos e ajusta medicação. Foi neste contexto que compreendi algo essencial: a bipolaridade não é falha de caráter, é uma condição neurobiológica. Para muitos de nós, a medicação cria a base necessária para que o resto possa funcionar. A psicologia, por sua vez, trabalha a experiência vivida. Na terapia aprendemos a identificar gatilhos, reconhecer padrões e desenvolver estratégias para lidar com eles. Estudos clínicos sugerem que a combinação de medicação e psicoterapia pode reduzir o risco de recaídas e mel...