Há momentos no tratamento que nos desestabilizam emocionalmente, e a mudança de medicação é um deles. Mesmo quando sabemos que o objetivo é melhorar, o corpo e a mente reagem, e isso pode gerar insegurança. Uma das primeiras lições que aprendi é simples: ajustar medicação não significa piorar. Significa adaptar. E adaptação leva tempo. O cérebro precisa de semanas para se reorganizar. Durante esse período podem surgir tonturas, cansaço, sensação de lentidão ou maior sensibilidade emocional. Estes efeitos não definem o resultado final, fazem parte da transição. Após vários ajustes (principalmente na medicação para regular o sono), a minha posologia atual reflete essa evolução: Valproato semissódico (500 mg): manhã e noite; Duloxetina (30 mg): dose matinal ajustada; Zopetina (25 mg): à noite, para regular o sono; Diazepam (10 mg): apenas em situações pontuais de ansiedade. Compreender que mudanças fazem parte do percurso trouxe-me tranquilidade. Estudos clínicos indicam que uma proporção...