As redes sociais fazem parte do quotidiano. Informam, aproximam e criam comunidade. Mas também expõem a comparações constantes e a um fluxo contínuo de estímulos emocionais. Para quem vive com perturbação bipolar, essa estimulação pode ter impacto acrescido. Uso intensivo está associado a maior ansiedade, pior qualidade de sono e menor satisfação com a própria imagem. Plataformas altamente visuais e baseadas em validação social tendem a amplificar comparação e pressão estética. Em momentos de maior vulnerabilidade, essa exposição pode intensificar insegurança ou agitação mental. Isso não significa que as redes devam ser eliminadas. Muitas pessoas encontram nelas apoio e sentimento de pertença. A questão central é o padrão de utilização. Alguns sinais de alerta incluem: a comparação constante e autocrítica crescente, o aumento de ansiedade após utilização, a redução do tempo de sono devido a navegação prolongada, e a procura excessiva de validação através de interações digitais. Rec...