Há dias em que a linguagem não é suficiente para organizar o que sentimos. Nesses momentos, a criação pode tornar-se uma forma eficaz de regulação emocional. Pintar, escrever, fotografar ou trabalhar com as mãos permite canalizar energia psíquica para uma tarefa concreta. Não é necessário talento artístico; o efeito está no processo, não no resultado. A investigação em arteterapia e terapia ocupacional sugere que atividades criativas ativam sistemas cerebrais associados à recompensa e à regulação emocional. Entre os benefícios mais referidos estão: o aumento do foco atencional, a possibilidade de expressão não verbal, e a sensação de organização interna através de uma tarefa estruturada. Criar não substitui tratamento médico, mas pode funcionar como estratégia complementar de estabilização. Cada pessoa encontra o seu meio: trabalho manual, música, escrita, culinária, fotografia. O importante é que a atividade permita presença e envolvimento. Transformar emoção em ação concreta não reso...